Ter, 19 de outubro de 2010
Em função dos últimos registros no país de infecção hospitalar pela enzima Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), sem notificação de casos na Bahia para os órgãos competentes, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), através da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), está recomendando aos hospitais que intensifiquem a vigilância, instituam as medidas de prevenção e controle, visando a redução máxima possível dessas infecções e notifiquem imediatamente os casos ao Núcleo Estadual de Controle de Infecção.
De acordo com diretora de Vigilância Sanitária da Sesab, Ita de Cácia, a resistência bacteriana é um importante problema de saúde pública, frequente no ambiente hospitalar, não só no Brasil, mas no mundo. Nesse contexto, várias bactérias apresentam habilidade para desenvolver mecanismos de resistência, destacando-se as Enterobacteriaceae. Nesta família de microrganismos, pode haver a produção de uma enzima Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), um mecanismo emergente de resistência, não só da Klebsiella pneumoniae, mas também de outros microrganismos, tais como a E. Coli; Enterobacter, e que podem causar infecções no trato urinário, respiratório e na corrente sanguínea.
A Sesab recomenda uma vigilância constante pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs), a fim de limitar sua disseminação, visto que a detecção da KPC confere resistência aos antimicrobianos carbapenêmicos, além de inativar penicilinas, cefalosporinas e monobactâmicos. Finalizando, a secretaria pede aos profissionais de saúde que intensifiquem as medidas, tais como: higienização das mãos; precauções de contato para casos suspeitos ou confirmados de qualquer microrganismo multirresistente, sobretudo por KPC; uso racional de antimicrobiano; investigação de casos suspeitos, principalmente avaliação pacientes transferidos de outro hospital; vigilância microbiológica dos casos de infecção hospitalar, sempre que indicado.
Fonte: Sesab

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