Ter, 09 de novembro de 2010
O nosso coração bate em média de 60 até 100 vezes por minuto, em atividades normais. Dessa forma, qualquer frequência acima de 100 batimentos por minuto recebe a denominação de taquicardia.
Por outro lado, as arritmias cardíacas se traduzem por qualquer disfunção do ritmo cardíaco normal, chamado de sinusal. Nosso coração é composto de quatro cavidades, duas superiores chamadas de átrios e duas inferiores, chamadas de ventrículos, sendo que em qualquer uma delas podem se originar arritmias.
Agora, a parada cardiorrespiratória se mostra quando o coração não consegue desenvolver sua função de bombear o sangue e invadir os tecidos, mantendo a vida. Tal situação é extremamente grave e deve ser tratada imediatamente.
Então, se esses termos são tão diferentes e distintos, por que há tanta confusão quando são usados? A resposta é simples. Por muitas vezes estes eventos se correlacionam. Por exemplo, as arritmias de alta frequência, são taquicárdicas, portanto muitos preferem usar o termo taquiarritmias.
E na parada cardiorrespiratória, apesar de usarmos o termo “parada”, o coração necessariamente não está parado, mas pode sim estar em algum ritmo caótico, que não permite bombear o sangue para o corpo e invadir os tecidos.
Dentro desses ritmos se destacam a taquicardia ventricular sem pulso e a fibrilação ventricular, presentes em mais ou menos 70% a 80% dos casos de parada cardiorrespiratória. Esses ritmos, por sua vez, são arritmias e têm frequência alta, portanto taquicárdicas.
Por isso a confusão. Apesar de serem usados rotineiramente como sinônimos, não o são, pois determinam alterações distintas e devem ser tratados também de forma distinta e eficaz.
Fonte: Uol

Nenhum comentário:
Postar um comentário